sexta-feira, 16 de novembro de 2012

                                                             Natal

Muitas luzes e coloridos enfeitam as ruas, casas e cidades em todo o mundo e, aqui, em nossa Arquidiocese, além das atividades litúrgicas e pastorais, também os Festivais de Presépios e de Cânticos Natalinos, o Concurso de Presépios, culminando com o Auto de Natal, contagiam a cidade com feliz expectativa que envolve todos os cristãos na preparação para a grande “festa das luzes”, cujo sentido está em tornar visível “o sol nascente que nos veio visitar”. 

A grande expressão que ressoa em todo canto será proclamada com força e destaque nas nossas liturgias: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade. Assim deve ser a festa do Natal: a Deus se dá a glorificação que é devida: “Emanuel, Deus conosco” quis se fazer próximo de nós e, como Deus, presente, amigo dos homens e viver entre nós, experimentando em sua própria carne a realidade humana. Fez-se semelhante a nós em tudo exceto no pecado. Aos homens, o fruto da experiência de intimidade com o Senhor: Paz na Terra aos homens de boa vontade. 

É impossível ao homem passar pela contemplação da Encarnação de Cristo sem que se deixe tocar por tão excelso mistério. Sem que se deixe mergulhar em tão profunda experiência de gratuidade e amor traduzido em doação. Doação que ultrapassa a idéia de doar coisas e se plenifica com a doação de si mesmo. A paz é, sem dúvida, o maior de todos os dons trazidos pelo Cristo no Natal. Nascido em lugar pobre, numa manjedoura, sem lugar para Ele naquele vilarejo, Ele nos ensina que não se fazem necessárias tantas coisas materiais para que o homem seja feliz. Ele precisa apenas encontrar lugar no coração humano, como encontrou no de Maria e de José. 

Vamos, pois, continuar nos preparando para a festa do Natal com a nossa vida aberta ao Mistério da Encarnação e encontrando o Senhor em cada pessoa de quem ele se fez irmão.

Que a grande festa das luzes ilumine nossa experiência e nos permita ser luzes para que a luz do Natal, o Cristo menino, dissipe as trevas do ódio e da violência, distribua entre nós o dom da paz e nos faça conscientizar que a paz é dom, mas é também tarefa humana. Deus nos dá a paz como um dom e nós a fazemos acontecer como tarefa e responsabilidade de quem se sabe partícipes do mistério da criação e colaboradores na missão de construir o novo.

Rezemos com Maria na alegre expectativa do Cristo que vem: “Maria, Virgem Grávida, Virgem do SIM fecundo: nestes dias que antecedem o nascimento de teu Filho, nós queremos acompanhar-te; queremos estar contigo e para aprender de ti a levar a Deus conosco e deixarmo-nos transformar por Sua presença. Nossa Senhora do Ó, nós te pedimos que ao acompanhar-te, sejas Tu quem interceda por cada um de nós, para que possamos celebrar o Natal cheios da presença de teu Filho em nossas vidas. Maria, Virgem Mãe, mulher da espera confiante, pede por nós para que neste Natal todos possamos ficar mais perto de teu Filho, e assim sermos capazes de recomeçar, de perdoar e ser perdoados, de voltar a amar, e ser curados interiormente, para celebrar e viver a vida de Deus em nós. Maria, Virgem Mãe do silêncio eloquente, ajuda-nos a celebrar este Natal tendo teu Filho como centro de nossas vidas. Maria, pede por nós, agora e sempre. Amém.”

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

                                  

Capitais da moda como: Londres, Nova York,  Milão e Paris sempre estão em evidencia quando o assunto e moda.  Depois de muitos desfiles com diversas marcas famosas e grandes nomes de estilistas. Passamos a ter uma visão concreta do que será tendência no verão 2013.
Esporte chic
As criações dos estilistas: Michael Kors, Marc Jacobs, Alexander Wang e Victoria Beckham se destacaram pela sofisticação e o mix da alfaiataria e conforto sporswear. Entre os pontos que mais chamam atenção nas peças são as aplicações de zíperes metalizados, silhuetas oversized e materiais de estética casual.
Tendências da primavera/verao 2012-2013 (Foto meramente ilustrativa retirada do site: Portais da Moda)
Caimentos esvoaçantes e visuais etéreos
Christian Dior, Ann Demeulemeester e Nina Ricci marcaram os desfiles com vestidos de festa em modelos longos com efeitos esvoaçantes e cortes soltos. A tendência boudoir surge recentemente valorizando a transparência e delicadeza.
Estampas tropicais
Carolina Herrera, Marc Jacobs e Proenza Schouler apostam além de utilizar modelos geométricos com estampas digitais também marcam as peças com florais maxi cítricos, folhagens e pássaros.



Cores: tons suaves + color blocking
Calvin Klein, Phillip Lim, J. Crew e Jaeger London apostam em referencias trend, cores como alaranjados elétricos em combinação com tons pastéis  e em variações verde menta com rosas claros.
Peplum e saias mullet
Looks lançados por Jason Wu e Rodarte com o objetivo de valorizar as pernas femininas as saias mullet se sobressaíram, mantendo a assimetria da curta e das costas longas para vestidos e maxi saias. Os modelos conferem principalmente por volume e estrutura.
Um ombro só
Roupas assim sempre estão presentes em nosso dia-a-dia. Mas as grifes Jenny Packham, Donna Karan e Diane von Furstenberg apostam novamente na tendência principalmente em vestidos e com decotes assimétricos.
Franjas, paetês e rendas
Essas características novamente estarão presentes nesta estação primavera/verão 2012-2013. O romantismo das rendas permanecem além do glamour dos paetês. As aplicações de franjas que faz forte referência à década de 1920 a Gucci investiu em sua coleção.



Sobre a morte e o morrer
Rubem Alves

O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?


Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...

Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.

Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”

Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”

Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.

Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?

Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.

Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.

Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12-10-03. fls 3.

Rubem Alvestudo sobre o autor e sua obra em "Biografias"


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terça-feira, 23 de outubro de 2012


fica de olho nas pessoas ao seu redor você nem pode imaginar o que se passa na vida dessa pessoa



Parceiros ansiosos e irritáveis, com foco no imediato e que sofrem com seus atos impulsivos. Um ciclo que passa pela depressão de maneira prolongada, pela culpa projetada em terceiros e finalmente na reincidência do mesmo tipo de comportamento. Esse tipo de rotina pode ser indício do transtorno bipolar, mas na grande maioria das vezes é difícil de ser diagnosticado.
Ao contrário da ideia geral de que os indivíduos bipolares convivem apenas com picos de irritabilidade e depressão, o transtorno pode muitas vezes passar despercebido e ser considerado característica da personalidade. O que poucas pessoas sabem é que o transtorno bipolar pode ter ciclos curtos – até mesmo diários – e que os sintomas não necessariamente são distintos: hipomanias, irritabilidade, ansiedade e depressão podem conviver conjuntamente, o que dificulta até mesmo o trabalho dos profissionais de saúde mental para identificar o problema.
“É bom ter em mente que o transtorno bipolar pode ser dividido em dois tipos: o tipo I, que é o mais raro, e onde os ciclos são bastante nítidos e em determinado momento os cônjuges, amigos ou familiares acabam indicando o tratamento para o indivíduo”, explica Doris Hupfeld Moreno, médica psiquiatra, especialista do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora ligada ao Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) no mesmo instituto.
“Já o que chamamos de tipo II é mais leve nos períodos mais ativos e acelerados – ou euforias – que caracterizam as hipomanias. À diferença da depressão, não são percebidas como problemáticas – pelo contrário, a pessoa acha que está muito bem –, e nem sempre são facilmente identificado por pessoas próximas. frequentemente são tidas como ‘da pessoa’, ou seja, fazendo parte da personalidade dela e, portanto, normal”, completa. Vale ter em mente que as depressões nos tipos I ou II são igualmente leves, moderadas ou graves e são o tipo de episódio que mais predomina durante a vida.
De acordo com a pesquisadora, nos indivíduos com transtorno bipolar os sintomas de ambos os pólos podem ser superpostos, – aceleração com ativação e depressão combinadas, por exemplo, podem gerar um sentimento de desespero, angústia e desassossego – e mesmo os estados de hipomania podem se traduzir em impulsividade aumentada para compras, libido, ou ficar obstinado com alguém ou alguma coisa, pensando demais naquilo, sem sair da cabeça, com atitudes compulsivas. Isso tudo muitas vezes é visto pelas outras pessoas, incluindo cônjuges, como “pequenas manias”, e por definição, não trazem conseqüências significativas. Se houver grande impacto na vida, trata-se de mania e não mais de hipomania.
“Mas se entendermos que essas pessoas, na verdade, estão vivendo com uma percepção alterada da realidade, é possível que percebamos onde está o perigo disso tudo. Os indivíduos bipolares acabam convivendo com esse atropelo de pensamentos. Estão sempre acelerados – seja focando as coisas de uma forma muito positiva ou muito negativa – e são impulsivos nas suas atitudes. Pensamentos grandiosos fazem parte do quadro clínico e acabam muitas vezes achando que sempre têm razão, são mais inteligentes, são melhores, etc, e se imaginam superiores em alguns ou muitos aspectos, aponta Doris Hupfeld.
Nesse ponto, diz a especialista, é difícil até mesmo convencer esses indivíduos a procurarem ajuda, pois eles também justificam suas atitudes de forma bastante lógica. E como as alterações entre os humores podem ser rápidas – acordar com sentimentos depressivos e ter dificuldades para dormir por não conseguir desligar dos pensamentos ou sempre encontrar nova atividade, por exemplo – tanto os amigos como os parceiros não conseguem definir exatamente o que acontece.
Leia “5 coisas que você precisa saber sobre transtorno bipolar de humor”
Fato é, que geralmente ocorre uma irritabilidade, uma impaciência, uma pressa – o chamado “pavio-curto” – que costuma não ser identificado pelo paciente e que gera um desgaste contínuo. O parceiro não sabe como encontrará o paciente, se querendo se isolar, cansado e desanimado, se de bem com a vida ou dificultando tudo e encrencando com detalhes, ou ainda estourando. O pior é que o bipolar sempre responsabiliza outros ou condições da vida pelos que lhe acontece.
“Esse otimismo exagerado, esse efeito de ter ideias novas o tempo todo – e de ter resolvido algum problema de forma melhor que os outros – também são acompanhados pelo hábito de achar que a culpa por uma determinada falha nos seus planos foi devido a erros de terceiros: alguém errou, o mercado não estava preparado para a qualidade de determinado serviço, a crise econômica aconteceu. Nunca é culpa dele”, afirma a psiquiatra e pesquisadora.
Desgaste
Mas esse tipo de oscilação causada pelo transtorno leva a um desgaste. Em especial ao desgaste da relação com o cônjuge. Se em algum momento esse comportamento é visto como algo da personalidade da pessoa, aos poucos os ciclos se tornam claros. Mas pode acontecer o contrário – inicialmente os ciclos serem espaçados e bem definidos e com o passar dos anos se tornarem mais constantes e contínuos.
As obstinações, antes vistas como sinônimo de determinação, tornam-se claramente desproporcionais. O sentimento de perseguição e de desconfiança – que muitas vezes acompanham o transtorno – costumam se refletir na família do parceiro ou parceira. Círculos de amizade podem ficar comprometidos e o isolamento social, em determinados períodos, pode trazer grande sofrimento. “Esse comportamento é comum a todos os bipolares: a sensibilidade exagerada aos acontecimentos, ao estresse, ao que se diz e à opinião alheia e, consequentemente, ao isolamento.”
É nesse ponto que as “pequenas manias” se mostram incapacitantes. “A hipomania pode, claro, se refletir em outros tipos de comportamento que parecem saudáveis, como obstinação por exercícios físicos ou então, como dissemos, compras. Mas existem outros tipos de comportamentos que trazem grande sofrimento. Da mesma forma que os humores se alteram, a libido também pode ficar aumentada. Isso pode levar a traições ou comportamento sexual de risco, por exemplo”, exemplifica Doris Hupfeld.
Outro comportamento que leva a grandes sofrimentos para a relação é o abuso de álcool e drogas. “Essas pessoas com transtorno bipolar acabam usando o álcool e as drogas como um meio de ‘se soltarem’, encontrar a descontração no meio de uma alteração negativa do humor. Mas o polo inverso é a euforia ou mesmo comportamentos violentos, irritabilidade”, pontua a especialista.
Tratamento
O início do tratamento desses indivíduos se dá, usualmente, quando os sintomas da depressão são preponderantes. Durante o período de hipomania, o trabalho de convencimento é mais complicado.
“Um cônjuge, para tentar convencer o parceiro a iniciar o tratamento, tem de passar por um processo longo e muitas vezes fazer um trabalho de aproximação de profissional e paciente. E mantê-los em tratamento também é complicado, pois ao menor sinal de melhora, eles podem abandonar o tratamento”, afirma Doris.
A especialista lembra também que quando se fala de tratamento, duas questões são especialmente complicadas. Primeiro, quando a visita ao psicólogo ou psiquiatra se inicia no período depressivo, muitas vezes o quadro de transtorno bipolar não é identificado. Isso pode levar a tratamentos medicamentosos baseados em antidepressivos. Esse tipo de confusão acaba levando a quadros de euforia ou grave irritabilidade. Por isso é preciso muita atenção.
Uma segunda questão levantada pela especialista e pesquisadora é sobre a interrupção do tratamento para o transtorno bipolar de forma muito brusca, por abandono do paciente ou por condições como a gravidez.
“Observamos também que muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exaferados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld.
A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra.
O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família.
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por Enio Rodrigo
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Leia mais: http://www.oqueeutenho.com.br/8268/transtorno-bipolar-um-problema-que-afeta-os-relacionamentos.html#ixzz2A9JhkXI7

quarta-feira, 26 de setembro de 2012




COMIDA MINEIRA .

                                                            bom de mais da conta.

Fartura: essa é a principal característica da mesa mineira, sempre bem servida e recheada com pratos tradicionais. No Sudeste brasileiro, a cozinha é o ponto de encontro da família, que valoriza o cardápio herdado das tropas que passaram pela região a caminho das minas de ouro. Como os desbravadores precisavam de comidas que pudessem ser conservadas durante longos períodos, surgiu o costume de consumir toucinho, farinha de mandioca, feijão, milho e carne-seca – por isso a simpatia pelo feijão tropeiro não é mera coincidência.
Ainda hoje, oferecer uma “quitanda” aos convidados é regra de boa vizinhança – a mais famosa é o pão de queijo, sempre fresquinho e quente. Mas tem também o biscoito de polvilho, a broa de fubá, a canjica com leite, entre as delícias. Entre os ingredientes típicos do cardápio mineiro, não faltam as aves, sobretudo frango e galinha. A carne de porco está presente nas receitas tradicionais. Já os peixes são comuns nas cidades que margeiam os rios.
Acompanhando as carnes aparecem os legumes, tubérculos e arbustos, geralmente cozidos. As delícias de Minas Gerais incluem os sabores de ora-pro-nóbis, quiabo, cará, inhame, jiló, abóbora, abobrinha, mandioca, batata, vagem, chuchu, pimentão, couve, agrião e taioba. Isso sem esquecer o milho, uma das estrelas da culinária mineira, que rende o fubá (a base do angu), a canjiquinha, o curau, a pamonha, o cuscuz, bolo, rosquinha, a canjica…
Entre as frutas, o destaque fica por conta da banana-da-terra, que entra até em pratos salgados. Mas também tem carambola, jabuticaba, abacaxi… todas rendendo compotas e geleias incríveis!


                              
                                 


segunda-feira, 24 de setembro de 2012



Artesanato
Vidros decorados com tecido e flor de viés
A  técnica de biscuit é uma das mais utilizadas para reciclar vidros de conserva e decorar potes novos. Aprendemos uma dica simples com a Camila Santos no post Como decorar um pote de vidro e a partir dele vocês podem criar bastante coisas. Mas também podemos nos inspirar nas dicas de outras amigas leitoras, vamos conferir a seguir.
Aqui no Mural da Vila qualquer dúvida, curiosidade e interesse em peças específicas, devem ser tratadas diretamente com o artesão criador pelo email ao lado da foto. Usem também nossa ferramenta de pesquisa, no alto da página, e descubram os passo a passo já ensinados aqui na Vila.
Leia no final do post como fazer para participar desse Mural.


Poás enfeitam a tampa dos potes de vidro
Poás são sempre uma boa pedida na hora de decorar, não tem erro. Os potes ao lado foram feitos pelaAndreia Frezarim usando biscuit e nos lá de cima ela usou tecido.
Contato da artesã: andreiafrezarim@gmail.com
O vidro ganhou pintura e depois decupagem de papel decorado. É outro vidro, muito mais interessante. Trabalho da Ede Pandolph.
Contato da artesã:epandolph@yahoo.com.br
Pintado e decupado o vidro ganha outra aparência
Reciclagem de potes de vidro decorados com tecido
Tecidos se adaptam muito bem a esse tipo de projeto: reciclando e decorando. Os potes da Ingrid Silverol tem flores de fuxico, sianinha, crochê e detalhes com botões. Uma graça.
Contato da artesã: isilverol@gmail.com
Aproveitando uma dica que já compartilhamos aqui na Vila, a Bruna Christmann usou potes para montar um organizador de miudezas. Decorou e deixou super fofo.
Potinhos organizadores decorados e reciclados
Vidros para a cozinha decorados artesanalmente
Lindo acabamento dos vidros daSonia Telles, todos pintados à mão. Muito bonito mesmo.
Vidros decorados com tecido e flor de viés
A  técnica de biscuit é uma das mais utilizadas para reciclar vidros de conserva e decorar potes novos. Aprendemos uma dica simples com a Camila Santos no post Como decorar um pote de vidro e a partir dele vocês podem criar bastante coisas. Mas também podemos nos inspirar nas dicas de outras amigas leitoras, vamos conferir a seguir.
Aqui no Mural da Vila qualquer dúvida, curiosidade e interesse em peças específicas, devem ser tratadas diretamente com o artesão criador pelo email ao lado da foto. Usem também nossa ferramenta de pesquisa, no alto da página, e descubram os passo a passo já ensinados aqui na Vila.
Leia no final do post como fazer para participar desse Mural.


Poás enfeitam a tampa dos potes de vidro
Poás são sempre uma boa pedida na hora de decorar, não tem erro. Os potes ao lado foram feitos pelaAndreia Frezarim usando biscuit e nos lá de cima ela usou tecido.
Contato da artesã: andreiafrezarim@gmail.com
O vidro ganhou pintura e depois decupagem de papel decorado. É outro vidro, muito mais interessante. Trabalho da Ede Pandolph.
Contato da artesã:epandolph@yahoo.com.br
Pintado e decupado o vidro ganha outra aparência
Reciclagem de potes de vidro decorados com tecido
Tecidos se adaptam muito bem a esse tipo de projeto: reciclando e decorando. Os potes da Ingrid Silverol tem flores de fuxico, sianinha, crochê e detalhes com botões. Uma graça.
Contato da artesã: isilverol@gmail.com
Aproveitando uma dica que já compartilhamos aqui na Vila, a Bruna Christmann usou potes para montar um organizador de miudezas. Decorou e deixou super fofo.
Potinhos organizadores decorados e reciclados
Vidros para a cozinha decorados artesanalmente
Lindo acabamento dos vidros daSonia Telles, todos pintados à mão. Muito bonito mesmo.
Lêda e a Liliane criam peças com pintura livre. O vidro de conserva ganha outro uso com detalhes graciosos pintados por elas.
Contato das artesãs:ledamelosilva@yahoo.com.br
Outros usos para os potes de vidro
Rendas ficam bem bacanas na reciclagem de vidros
Tem biscuit e renda na decoração do vidro da Nilcéa Nunes. E tem flor de fuxico também. Uma dica que pode ser muito explorada.
Contato da artesã: nilceanunes7@yahoo.com.br
Marla Sakamoto optou por decorar seus potes de vidros novinhos e lisos. Imaginem as possibilidades.
Contato da artesã:marla_sakamoto@yahoo.com.br
Potes novos decorados com biscuit

Quer participar do nosso Mural?
As regras são:
  • As fotos não podem ter marca d’água 
  • Devem estar bem nítidas para que possamos publicar 
  • Enviem até 4 fotos, uma será selecionada
  • Cite seu nome e a técnica utilizada
Envie suas fotos para blog@viladoartesao.com.br  e aguarde a sua vez chegar. As publicações não tem previsão de data e ficam ao nosso critério, combinado?

Lêda e a Liliane criam peças com pintura livre. O vidro de conserva ganha outro uso com detalhes graciosos pintados por elas.
Contato das artesãs:ledamelosilva@yahoo.com.br
Outros usos para os potes de vidro
Rendas ficam bem bacanas na reciclagem de vidros
Tem biscuit e renda na decoração do vidro da Nilcéa Nunes. E tem flor de fuxico também. Uma dica que pode ser muito explorada.



Marla Sakamoto optou por decorar seus potes de vidros novinhos e lisos. Imaginem as possibilidades.

Potes novos decorados com biscuit
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  • Devem estar bem nítidas para que possamos publicar 
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  • Cite seu nome e a técnica utilizada
Envie suas fotos para blog@viladoartesao.com.br  e aguarde a sua vez chegar. As publicações não tem previsão de data e ficam ao nosso critério, combinado?